terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Não esqueci, Parabéns


Mãe




O que não nos mata torna-nos mais fortes!

Mais um dos clássicos:



Mother do you think they'll drop the bomb?
Mother do you think they'll like this song?
Mother do you think they'll try to break my balls?
Oooh, ahh
Mother should I build the wall?
Mother should I run for President?
Mother should I trust the government?
Mother will they put me in the firing mine?
Oooh ahh,
Is it just a waste of time?

Hush now baby, baby, don't you cry.
Mama's gonna make all your nightmares come true.
Mama's gonna put all her fears into you.
Mama's gonna keep you right here under her wing.
She won't let you fly, but she might let you sing.

Mama's gonna keep baby cozy and warm.
Ooooh baby, ooooh baby, oooooh baby,
Of course mama's gonna help build the wall.

Mother do you think she's good enough, for me?
Mother do you think she's dangerous, to me?
Mother will she tear your little boy apart?
Ooooh ah,
Mother will she break my heart?

Hush now baby, baby don't you cry.
Mama's gonna check out all your girlfriends for you.
Mama won't let anyone dirty get through.
Mama's gonna wait up until you get in.
Mama will always find out where you've been.
Mama's gonna keep baby healthy and clean.
Ooooh baby, oooh baby, oooh baby,
You'll always be baby to me.

Mother, did it need to be so high?

Claro que a letra da música pretende falar do muro de Berlim "the wall" " did it need to be so high?". Eu estou a falar de outra barreira, como alguns de vocês sabem

E mais uma vez: 


27 Fev 1952
Há sessenta anos atrás ...

(Ainda??? Ainda não percebeu porquê ????? Caramba.)


Porto,27-02-2010, 16:50:03

Há cinquenta e oito anos atrás, neste mesmo dia, nasceu o útero, onde seriam geradas duas belas crianças.
J loira de olhos azuis nasceria num ano de revolução, 1974. Dois anos e 9 meses depois M, bebé rosadinha, olhos claros cor do mar, pele branquinha e macia como veludo.
Duas almas que vieram aqui sem pedirem, sem escolherem, duas almas indefesas. Apenas entregues à protecção de seus pais contra as intempéries da Mãe Terra. Seus pais, outras duas crianças de olhos fechados para o mundo real e com a idade somente o suficiente para gerarem.
Nada previa senão um futuro de conto de fadas para estes quatro seres pelo sangue e a carne unidos.
Na verdade os quatro foram “ilusoriamente” felizes até que o vil se foi e a fragilidade do seu sonho se abateu sobre eles.
Pobres e sem amigos, em vez de fortalecerem seus laços, no meio da tempestade, deixaram os mesmos desfazerem-se e degradarem-se. E nunca mais nada foi o mesmo.
As crianças mais velhas haviam construído um “lar” sobre uma duna de areia, porque a areia era dourada, em vez de sobre a rocha feia, agreste mas firme! E não prevendo a volta do destino, viram-se atirados pelo violento vento, e chuva sobre a areia onde haviam construído o que haviam chamado de “lar”.
Um lar que nunca existira, um sonho que era só névoa, uma esperança que nunca vira concretização. Esse fora o seu pecado original e a sua arrogância, o não prever, não precaver que um dia a tempestade poderia vir, e que essa ilusão poderia destruir. Que o dourado da areia era só um luzir, um tromp d’oleil e que forças e gentes de outros “lares” se imiscuiriam atirando tábuas de madeira, iludindo-os, com falsos intentos de salvação mas que com elas lhes acertavam e mais fracos os tornavam.
Na verdade. O Dono do mundo tinha um teste! Uma provação, dirigida apenas a estes quatro seres viventes mas o teste não fora passado pelas crianças mais velhas por se terem tentado agarrar à madeira, confiando que aquela boiaria, em vez de se juntarem e formarem o círculo familiar, batendo com toda a força pés e pernas para flutuar: com a força do amor e a coesão do suposto “lar” e aguardando com fé e paciência a redonda bóia que o Comandante do navio, o Deus, O Dono do mundo, atiraria para os salvar.
Confiaram nos imperfeitos conselhos que ouviam as vozes dos outros gritarem, em vez de se unirem e ouvirem o coração do seu núcleo, do cerne do seu lar e assim os quatro se salvarem.
Como o Dono do mundo lhes queria recordar… É que o núcleo, o centro, o coração de um lar é único, indivisível e jamais se deve separar.
E que a areia dourada, reluzente, de tanta beleza invejada, nada mais que sonho é e que a rocha, feia, agreste e irregular, debaixo de si guarda a fortaleza de um verdadeiro lar!
Rude golpe foi este para as pequenas almas
M viu a bóia divina a 30 de Dez de 1998
J abortada a 13 de Set de 1992 (18º aniversário)
I o útero secou a 15 de Agosto de 1997 e quis abandonar seu lar. Foi cirurgicamente removido, deixando vazio de sentido para a vida, o hospedeiro, o frio e vazio “hangar”. I continua a celebrar aniversários sem sentido pois não soube dar valor a seus frutos. J e M. Mas não sabe porquê… Talvez porque vive agarrada aos tempos em que outrora o seu jovem “hangar” via aportar aviões com sementes em carga, procurando terra fértil para germinar.
A a semente geradora expirou a 16 de Setembro de 2001. Não se sabe se viu a bóia e se salvou. Tem-se esperança que tenha conseguido até ela nadar.

Nota da autora: a bóia é um círculo, uma circunferência, a forma geométrica mais perfeita simbolizando o Divino, o Infinito. Deus eterno: o Alfa e o Ómega, sem princípio nem fim.

Joana Isabel

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